sábado, 27 de setembro de 2008

Fossa

"Quantos há que se entediam
frustrados
pelo amor que foi embora.
Quantos há
que desencantam momentaneamente
pelo fio que se parte e tira
o som da discoteca.

E falam em fossa, em fossa.

Pois hoje estou na fossa, Senhor.
Pela tua ausência.
E tu não foste embora."


Poesia de meu pai, Antônio Irajá Becker.
Embora eu esteja muito feliz e nem um pouco na fossa, acho bonito esse poema e queria dedicá-lo ao autor. Saudades, pai.
Beijo a todos.

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